sexta-feira, 17 de maio de 2013

Amo-te, meu príncipe


As histórias desvanecem nos olhos cansados de quem as ouve. Há sempre algo que fica por dizer e um bocado mais naquilo que se diz. Ficar é dizer em silêncio que se ama, é amar tanto que não há palavras que entendam, só há motivos que nos prendem àquele lugar. Peço-te para ficares quando já sei que ficas. Quando me acolhes nos teus braços e me despertas com um sorriso. Eu gosto que me faças estremecer, gosto quando sinto o meu corpo eufórico e entre a espinha sobe e desce um ligeiro arrepio que se interpela pela serenidade dos nossos olhos, porque no fundo, não há melhor declaração de amor do que um palpitar mais forte de coração. Contigo percebi que amar é ficar, é nunca nos fartarmos daquela pessoa, tê-la connosco é uma necessidade e não porque tem que ser. Amar é fazer tudo para que outro se sinta feliz, é sermos a felicidade do outro. É sermos o sorriso, uma das melhores razões para viver, é sermos o coração dessa pessoa. Amar somos eu e tu e mais ninguém. É fraquejar e ter sempre um ombro amigo para nos amparar e nos embalar. Mas contigo aprendi que fraquejar é criar forças, e que amar, amar é olhar para ti e ver nos teus olhos os meus, e saber que é lá que eles pertencem. E mesmo que digas que o amor é uma coisa assustadora, eu vou sempre pedir que me assustes.

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